Diretor do SAAE expõe projeto de construção da ETE à Caixa

Durante esta reunião, Cotrim esteve acompanhado de dois gerentes da autarquia, engenheiros José Maria Candido e Carlos Marchezin; e do representante da Serviços de Engenharia Consultiva Ltda. (SEREC), engenheiro José Ventura, empresa responsável pelo gerenciamento das obras e projetos da ETE. O valor do segundo contrato está orçado em R$ 17.938.984,35, englobando obras complementares da região da rotatória do Cristo Redentor e do bairro Cidade Aracy, entre outras, que conduzirão todo o esgoto urbano coletado até a estação. “Apresentamos um parecer técnico e prováveis termos aditivos, que foram observados durante a elaboração dos projetos executivos”, informou o diretor do SAAE.
A principal meta da autarquia é acelerar o processo de licitação referente a segunda fase das obras da ETE, cujo prazo de conclusão está previsto para o dia 4 de novembro deste ano (domingo), ano que São Carlos comemora o seu sesquicentenário. Nos próximos dias, a direção da CEF receberá todos os estudos relacionados com os projetos básicos e cronograma de obras, dando o aval oficial para que se inicie o edital de concorrência pública.
PRESENTE ETERNO: Projetada pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), a futura ETE acompanhará o crescimento demográfico da cidade de São Carlos pelo período de 50 anos. A primeira etapa tratará 100% do esgoto gerado no município, com uma vazão de 600 Litros por segundo. Atualmente, são despejados no Córrego do Monjolinho cerca de 500 L/s. A segunda etapa deverá ser implantada em 2015, prevendo-se o tratamento de 1.000 L/s. Estimando-se uma população de 500 mil habitantes, a terceira etapa deverá ser implementada a partir de 2.055, com capacidade de tratar 1.270 L/s.
Esta estação está sendo construída no antigo sítio Santa Adelaide situado na estrada municipal Cônego Washington José Pêra. A localização faz fronteira ao norte pelo Ribeirão Monjolinho, ao sul pela estrada Cônego Pêra e ao leste com a antiga ferrovia. O sítio tem 13 alqueires, ocupado por pasto, sem a existência de plantações temporárias ou permanentes, cuja declividade média é de 9% na direção leste-oeste e altitude, em relação ao nível do mar. O terreno também apresenta espaço adequado para prováveis adaptações.
Construída pelo consórcio Delta Araguaia, a construção da ETE está gerando 300 empregos, cuja prioridade solicitada pelo prefeito Newton foi a contratação de mão-de-obra são-carlense. A primeira unidade, responsável pelo recebimento de todo esgoto gerado no município, já se encontra em fase de conclusão. Atualmente, estão sendo construídos um sifão invertido embaixo da ponte da rotatória do shopping e um emissário de 1.910 metros, com início no bairro Jardim Botafogo até a estação. Estas duas obras somam mais de R$ 1 milhão em investimentos. Quando a estação estiver concluída, a operação das salas de controle e laboratórios de análises químicas e biológicas, criará cerca de 50 novos postos de trabalho, entre os cargos de auxiliares, técnicos e engenheiros. “O montante de R$ 50 milhões que todo o complexo desta obra pode custar, não vale o benefício ambiental que nossa cidade ganhará de presente e a melhoria na qualidade de vida dos nossos usuários”, analisou Cotrim.
Na foto: Cotrim expondo a segunda fase da ETE: “Qualidade de vida não tem preço”










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